Voo atrasado? 7 coisas que deve fazer ainda no aeroporto

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Sabemos bem como um voo com atraso pode significar não só horas perdidas no aeroporto, mas também mudanças de planos e despesas inesperadas. Mas sabia que, em determinadas situações, é possível pedir uma indemnização atraso voo?

É precisamente sobre isso que lhe falamos aqui, indicando-lhe tudo o que deve fazer ainda no aeroporto para reunir a informação necessária e perceber se tem direito a uma indemnização por voo atrasado.

Um casal e sua filha esperando num aeroporto por causa de voo atrasado

1. Confirmar o atraso através dos canais oficiais

Comece por verificar a informação disponibilizada pela companhia aérea e/ou pelo aeroporto. Muitas vezes, a hora prevista vai sendo alterada ao longo do dia, pelo que deve acompanhar as atualizações.

Se receber emails, SMS ou notificações da companhia aérea sobre o atraso, não os apague, pois poderão ser muito úteis para documentar o que aconteceu. Caso contrário, tire capturas de ecrã da informação que vai sendo partilhada nos canais oficiais.

2. Guardar o cartão de embarque e a reserva

Mesmo que tenha tudo no telemóvel, guarde bem os documentos relacionados com o voo atrasado, desde a confirmação da reserva ao cartão de embarque. Estes documentos permitem comprovar que tinha a reserva confirmada para o voo em questão e podem ser úteis caso decida fazer uma reclamação.

3. Averiguar o motivo do atraso

Este ponto é importante porque nem todos os voos atrasados dão direito a indemnização. Por isso, averiguar as circunstâncias que estiveram na origem do atraso é essencial.

Pergunte à companhia aérea qual é o motivo e, sempre que possível, procure obter essa informação por escrito. Para ter uma ideia, problemas operacionais, condições meteorológicas adversas ou restrições do controlo de tráfego aéreo são situações diferentes e podem ter impacto no direito a receber (ou não) uma indemnização.

4. Registar a hora a que chegou ao destino

Este é um detalhe importante, pois, legalmente, não interessa apenas quanto tempo esperou pela partida. É considerada a diferença entre a hora prevista e a hora efetiva de chegada ao destino. Este aspeto é ainda mais importante caso tenha um voo com ligação, já que o atraso inicial poderá ter impacto na hora a que chega ao seu destino final.

5. Guardar os comprovativos de todas as despesas

Se, enquanto espera, gastar dinheiro em alimentação, transportes ou alojamento, guarde as respetivas faturas e recibos.

Antes de pagar, confirme também junto da companhia aérea que assistência está disponível. Dependendo da situação e da duração da espera, a transportadora poderá ter determinadas obrigações de assistência perante os passageiros.

6. Considerar bem as alternativas propostas pela companhia

Se lhe propuserem outro voo, uma alteração de percurso ou outra solução, informe-se bem sobre as respetivas condições.

À primeira vista, podem parecer boas opções para resolver rapidamente o problema, mas é importante perceber se a alternativa proposta tem algum impacto nos seus direitos. Antes de aceitar, confirme exatamente quais são as condições e que direitos mantém.

7.  Perceber se tem direito a indemnização

Na União Europeia, determinados atrasos podem dar direito a uma indemnização, considerando fatores como o tempo de atraso à chegada ao destino, a distância do voo e as circunstâncias que estiveram na origem do problema.

Por isso, da próxima vez que o seu voo se atrasar, não se limite a esperar por novidades. Reúna toda a informação possível: reserva, cartão de embarque, horários previstos e reais, comunicações da companhia aérea, motivo apresentado para o atraso e comprovativos das despesas que teve.

Espero que tenha gostado das nossas dicas sobre o como proceder em caso de voo atrasado. Ficou com alguma dúvida ou quer compartilhar sua experiência? Deixe um comentário abaixo, vamos adorar conversar com você e trocar ideias com outros viajantes.

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Carol Miranda

Sou Carol, contadora, funcionária pública e fundadora deste espaço criado para inspirar e ajudar famílias que amam viajar. Curiosa por natureza, descobri em 2015 que viajar em família é onde realmente me encontro. Desde então, exploro o Brasil e o mundo com meu filho Biel, transformando cada experiência em conteúdo.
O Vamos Por Aí nasceu desse desejo de compartilhar vivências reais , onde viajar vai além de conhecer lugares—é sobre colecionar memórias.
Faço parte da RBBV – Rede Brasileira de Blogs de Viagem e do grupo Expert em Viagens com Filhos, reafirmando meu compromisso com um conteúdo responsável, inspirador e verdadeiramente útil para quem deseja conhecer o mundo com crianças.

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